Doença de Alzheimer
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Leia mais →Dra. Nathane Braga é Neurologista no Rio de Janeiro – RJ. Especialista em doenças autoimunes do sistema nervoso, com fellowship internacional em Neuroimunologia (CEMCAT–Barcelona). Atendimento baseado nas melhores evidências científicas, com foco em diagnóstico preciso, tratamento individualizado e preservação da autonomia e da qualidade de vida.
Neurologista • Neuroimunologista • Fellowship CEMCAT (Barcelona) • Mestre em Neurologia
A neurologia é a especialidade que cuida do cérebro, da medula, dos nervos e dos músculos — ou seja, do nosso sistema nervoso. É quem ajuda a entender e tratar sintomas como dor de cabeça, tontura, formigamentos, alterações de memória, visão, equilíbrio, movimentos e crises convulsivas.
O neurologista acompanha desde situações mais comuns, como enxaqueca, até condições mais complexas, como AVC, epilepsia, Parkinson, demências e doenças autoimunes do sistema nervoso.
Dentro desse universo, meu trabalho é especialmente dedicado às doenças desmielinizantes, como esclerose múltipla, neuromielite óptica e MOGAD — condições nas quais o sistema imunológico, de forma equivocada, ataca a proteção dos neurônios.
São doenças que podem gerar desafios, mas que, com diagnóstico precoce, tratamento adequado e acompanhamento próximo, permitem que cada pessoa viva sua vida de forma plena, com autonomia e qualidade.
Meu compromisso é estar ao seu lado nessa jornada, com ciência, escuta e cuidado.
Dra. Nathane Braga é neurologista no Rio de Janeiro. Formada pela UERJ, completou sua formação em neurologia na UFF, com mestrado com o tema encefalite e COVID-19 em uma parceria UFF e IDOR.
É subespecialista em Esclerose Múltipla e outras doenças.
desmielinizantes pelo Centro de Esclerose Múltipla da Catalunia, um dos centros de referência mundial, em Barcelona, com uma bolsa do comitê europeu.
Atualmente, faz parte da coordenação de jovens neurologistas do BCTRIMS e é uma das responsáveis pelo atendimento de doenças desmielinizantes na Universidade Estácio de Sá e Universidade Federal Fluminense.
Clinical and radiological characteristics and 1-year self-reported outcomes from patients with encephalitis and coronavirus disease 2019
Journal of Medical Case Reports
O estudo analisou casos de encefalite em pacientes com infecção pelo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave, avaliando sintomas, patogênese e prognóstico. Foi realizado um estudo observacional retrospectivo com 11 pacientes selecionados entre 135 rastreados. A maioria apresentou sintomas neurológicos precoces, com achados como hiperproteinorraquia e alterações na ressonância magnética em alguns casos. A encefalite associada ao vírus é rara, mas pode causar sequelas crônicas, sendo necessária alta suspeita clínica para o diagnóstico devido à baixa frequência de achados paraclínicos.
O que acontece com a mielina na esclerose múltipla progressiva?
American Journal of Neuroradiology
Quando falamos em esclerose múltipla, é comum ouvirmos sobre as lesões desmielinizantes — áreas do cérebro onde ocorre perda da mielina, a camada que reveste e protege os neurônios, permitindo a transmissão adequada dos impulsos nervosos.
Durante minha especialização em Neuroimunologia no CEMCAT, em Barcelona, tive a oportunidade de participar de um estudo que utilizou uma técnica avançada de ressonância magnética capaz de quantificar a quantidade de mielina presente no cérebro, indo além da simples contagem de lesões.
O que encontramos foi muito interessante: em pacientes com esclerose múltipla progressiva, a quantidade total de mielina preservada no cérebro apresentou uma associação mais forte com a incapacidade do que o número ou o volume das lesões. Em outras palavras, a saúde global da mielina parece ser um fator importante para explicar o acúmulo de sequelas ao longo da doença.
Esses achados reforçam uma mudança de perspectiva na pesquisa em esclerose múltipla. Controlar a inflamação continua sendo fundamental, mas provavelmente não é suficiente. Os novos tratamentos também precisam buscar formas de proteger e preservar o tecido cerebral, favorecendo a manutenção da mielina e reduzindo a neurodegeneração.
Na prática, esse conceito está muito próximo do que chamamos de saúde cerebral. Embora ainda não existam medicamentos capazes de restaurar completamente a mielina, sabemos que manter-se fisicamente ativo dentro das suas possibilidades, estimular constantemente o cérebro com novos aprendizados, cultivar relações sociais, dormir bem e adotar uma alimentação saudável são medidas que contribuem para preservar a função cerebral e a reserva neurológica.
Cada lesão importa, mas preservar o cérebro como um todo talvez seja ainda mais importante.
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Dra. Nathane Braga - Neurologista e Neuroimunologista no Rio de Janeiro - RJ
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